
Casas multigeracionais e reconsolidação familiar descreve o fenômeno de famílias que consolidam múltiplas gerações (avós, pais, filhos, netos) sob um mesmo teto como resposta a pressões econômicas, restrições de crédito e necessidade de compartilhamento de custos. Essa reconsolidação representa uma inversão de tendências históricas de nuclearização familiar, criando unidades habitacionais que funcionam como redes de apoio econômico e social. Famílias consolidando múltiplas gerações sob um mesmo teto como estratégia de sobrevivência econômica e adaptação a restrições financeiras, criando unidades habitacionais que funcionam como redes de apoio.
No Brasil, especialmente em períodos de inflação, desemprego e restrição de crédito, a reconsolidação multigeracional é uma estratégia comum de adaptação. Famílias que antes viviam separadas retornam a um mesmo domicílio para compartilhar custos de moradia, alimentação e cuidados, especialmente relevante onde acesso a habitação própria ou locação formal é limitado por restrições financeiras.
O sinal de mudança é a transformação de habitação de unidade nuclear para unidade multigeracional como resposta adaptativa a pressões econômicas, onde habitação funciona como instrumento financeiro de sobrevivência ao invés de apenas abrigo. Isso impacta tipologias habitacionais (necessidade de mais quartos, espaços flexíveis), políticas habitacionais (programas que reconhecem famílias multigeracionais), mercado imobiliário (demanda por unidades maiores) e modelos de financiamento, especialmente relevante onde restrições econômicas pressionam por estratégias adaptativas de compartilhamento de custos.
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