
Autofinanciamento familiar é o modelo predominante de financiamento da construção no Brasil, especialmente em autoconstrução e habitação de baixa renda. Famílias financiam construção através de poupança própria, recursos familiares, venda de bens e trabalho adicional, sem acesso a crédito bancário formal. Esse modelo responde à exclusão financeira, falta de garantias, renda irregular e barreiras de acesso ao sistema bancário. Financiamento da construção através de poupança familiar e recursos próprios, sem acesso ao sistema bancário.
No Brasil, autofinanciamento familiar é estrutural na produção habitacional, determinando ritmo de construção (por etapas conforme recursos), escolha de materiais (baixo custo) e processos (trabalho familiar vs. contratado). A tecnologia está sendo reconhecida como modelo predominante, especialmente relevante onde acesso a crédito formal é limitado.
O sinal de mudança é reconhecer que o financiamento habitacional brasileiro não é apenas 'crédito bancário + garantias formais', mas inclui massivamente autofinanciamento que opera fora do sistema financeiro formal. Isso afeta como se pensa políticas habitacionais (subsídio vs. poupança), tecnologias (sistemas de crédito vs. apoio a poupança) e modelos de negócio (financiamento institucional vs. recursos próprios), especialmente relevante onde tecnologias e políticas que reconhecem e apoiam autofinanciamento podem destravar produção habitacional sem depender exclusivamente de crédito formal.
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