
Edifícios de uso misto combinam programas residenciais e comerciais (escritórios, comércio, serviços) em um mesmo edifício ou complexo, criando sinergias entre diferentes usos e respondendo a múltiplas pressões urbanas. A combinação de programas permite distribuir risco financeiro entre diferentes segmentos de mercado, mitigar custo de terra através de maior aproveitamento do lote, criar fluxos de receita diversificados e responder a mudanças nos padrões de uso urbano onde limites entre moradia, trabalho e comércio se tornam mais fluidos. Esses edifícios integram térreos comerciais com unidades residenciais, combinam escritórios com residências, ou criam complexos que misturam múltiplos usos em diferentes pavimentos, aproveitando sinergias de localização, infraestrutura compartilhada e complementaridade de usos.
No Brasil, especialmente em áreas centrais de grandes cidades onde custo de terra é alto e padrões de uso urbano estão mudando, edifícios de uso misto estão se tornando mais comuns como estratégia de incorporação. A tecnologia está sendo utilizada para criar projetos que combinam diferentes programas, especialmente relevante onde custo de terra, risco financeiro e mudanças nos padrões de uso urbano pressionam por soluções integradas.
O sinal de mudança é a transição de edifícios monofuncionais para projetos mistos que combinam múltiplos programas, criando novos modelos de negócio imobiliário baseados em diversificação de receita e sinergias entre usos. Isso impacta tipologias arquitetônicas, modelos de financiamento, regulação urbana e padrões de uso do solo, especialmente relevante onde pressões de custo, risco e mudanças nos padrões de uso urbano exigem soluções mais flexíveis e integradas.
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