
Cadeia de cimento e concreto de baixo carbono representa a transformação fundamental da indústria cimenteira e de concreto, movendo de materiais tradicionais de alto carbono para um sistema integrado de materiais focados em ciclo de vida e baixo carbono. Este sistema integra múltiplas dimensões: cimentos alternativos como LC3 (Limestone Calcined Clay Cement) e geopolímeros que reduzem significativamente emissões de CO2 durante produção, com LC3 combinando calcário, argila calcinada e clínquer em proporções que podem reduzir emissões em até 40% comparado ao cimento Portland tradicional; concretos de baixo carbono que utilizam esses cimentos alternativos; concretos autocompactáveis e aditivos de nova geração que eliminam vibração, aceleram cura e melhoram acabamento, reduzindo mão de obra e melhorando qualidade; concretos fotocatalíticos e despoluentes com dióxido de titânio que utilizam fotocatálise para decompor óxidos de nitrogênio e poluentes orgânicos, contribuindo para qualidade do ar; e agregados reciclados de RCD (Resíduos de Construção e Demolição) e outros materiais reciclados que reduzem necessidade de extração de recursos naturais.
No Brasil, essas tecnologias são especialmente relevantes dado grandes reservas de argila, disponibilidade de resíduos industriais e pressão por descarbonização. A tecnologia está em expansão com disponibilidade de matérias-primas locais, oferecendo redução de emissões sem comprometer desempenho estrutural. A integração de agregados reciclados é especialmente relevante dado o grande volume de RCD gerado no país.
O sinal de mudança é estrutural: no futuro, essas tecnologias não existem em isolamento, mas formam uma cadeia integrada de materiais focada em ciclo de vida e baixo carbono, onde cimentos alternativos, concretos de baixo carbono, agregados reciclados e materiais com desempenho ambiental ativo são parte de um sistema único. Isso cria novos modelos de produção que reduzem pegada de carbono da construção através de toda a cadeia, especialmente relevante em contextos onde construção é fonte significativa de emissões e há pressão por sustentabilidade.
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