
Sistemas de visão computacional aplicam inteligência artificial a vídeo e imagens para múltiplas aplicações no ambiente construído. Em portarias e acessos, combinam reconhecimento facial, detecção de objetos, análise de placas (LPR) e padrões comportamentais para vigilância 24/7, controle de acesso multimodal (pedestres e veículos) e alertas em tempo real. Em canteiros de obra, monitoram câmeras para identificar uso de EPI, proximidade a zonas perigosas, quedas, obstruções e falhas de execução (ex.: armaduras expostas, etapas não concluídas).
No Brasil, essas tecnologias reorganizam a portaria física e endereçam alto risco operacional em obras, oferecendo transição de inspeções pontuais para monitoramento contínuo com evidências. A adoção cresce em condomínios de médio e alto padrão e em obras, mas levanta questões sobre privacidade, viés racial e conformidade com LGPD.
O sinal de mudança é a transformação de segurança reativa para preventiva, com monitoramento contínuo baseado em evidências que reduz riscos operacionais e melhora qualidade de execução, mas exige governança cuidadosa de privacidade e conformidade legal.
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