
Dependência, lock-in e obsolescência tecnológica aborda múltiplos riscos relacionados a tecnologia e contratos. Dependência de fornecedores e operadores inclui riscos de concentração de fornecedores, interrupção de serviços críticos, vulnerabilidades do setor construtivo a interrupções em cadeias globais de suprimentos e riscos de concentração de operadores privados em infraestrutura urbana crítica. Lock-in de fornecedores em plataformas de infraestrutura ocorre quando a adoção de plataformas de IoT, GIS, SCADA e analytics cria lock-in técnico e contratual, dificultando migração e interoperabilidade. Obsolescência tecnológica em contratos de longo prazo acontece quando contratos longos (PPPs e concessões de 20-30 anos) podem travar tecnologias que se tornam obsoletas em 5-10 anos, gerando ineficiência e lock-in.
No Brasil, esses riscos aparecem com força em PPPs, compras públicas e terceirização tecnológica, onde cláusulas, padrões abertos e governança de APIs tornam-se centrais para manter autonomia e competição ao longo do ciclo de vida. Exigem cláusulas de revisão tecnológica, padrões abertos e governança adaptativa para permitir evolução sem renegociações custosas.
O sinal de mudança é o reconhecimento de que dependência tecnológica precisa ser gerenciada estrategicamente, incluindo questões sobre soberania, resiliência, desenvolvimento de cadeias locais, competição, regulação e continuidade de serviços, especialmente relevante em infraestrutura crítica onde lock-in pode comprometer autonomia e evolução tecnológica.
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